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A cegueira congénita:

A crise financeira está a revelar-se mais grave do que o esperado e todas as medidas tomadas até aqui não conseguiram atenuar os seus efeitos, defendeu o presidente do Bundesbank, Alex Weber, numa entrevista ao diário “Bild”.

A lata dos governantes ao serviço do capital

O primeiro-ministro, José Sócrates, elogiou hoje a forma como a ministra da Educação resistiu às dificuldades e incompreensões, considerando lamentável a atitude da oposição que diz que o Governo está apenas a trabalhar para as estatísticas.

Os “benévolos” efeitos do capitalismo

Mais de 963 milhões de pessoas continuam a ter fome ou a passar graves carências alimentares, o que representa uma “grave crise alimentar” que tende a agravar-se e para a qual é necessário um esforço global.

Mais efeitos “benévolos” do capitalismo e do empreendedorismo empresarial

A concentração dos negócios da Pfizer e da Wyeth vai implicar o despedimento de 19 mil trabalhadores das duas estruturas farmacêuticas, anunciou hoje o líder mundial do sector, que irá despender 68 mil milhões de dólares (51,7 mil milhões de euros) na compra da Wyeth.

Mais de mil palestinianos mortos desde o início da ofensiva israelita contra Gaza

O número de palestinianos mortos desde o início da ofensiva israelita contra a Faixa de Gaza ultrapassou hoje a sinistra fasquia dos mil mortos, incluindo centenas de civis, segundo cálculos dos serviços de emergência palestinianos.

Notícia do Público.online

O PCP condena firmemente a agressão militar de Israel na Faixa de Gaza e reclama do governo português uma urgente tomada de posição e iniciativas políticas e diplomáticas adequadas que visem pôr termo ao derramamento de sangue na Palestina.

A invasão, há muito programada, pelas tropas israelitas da Faixa de Gaza que tem como resultado centenas de vítimas e incontáveis destruições, reveste-se da maior gravidade, tanto mais quanto se insere nos projectos de domínio imperialista da região e das forças que vêem na guerra uma saída para a grave crise do capitalismo que assola o mundo.

O PCP condena a posição da Administração dos EUA de suporte e estímulo à criminosa agressão israelita e considera muito inquietante a ausência de acção da ONU face a esta ofensiva, assim como, da posição da União Europeia de conluio com os EUA no massacre do povo palestiniano. É particularmente escandaloso que em lugar de sanções apropriadas, a UE. se tenha proposto reforçar o acordo de associação com Israel.

O PCP expressa a sua solidariedade para com o povo palestiniano na sua prolongada e heróica luta pela construção do seu próprio Estado independente e soberano em território da Palestina. O PCP valoriza a corajosa acção das forças sociais e políticas que em Israel se batem pela paz e pelo reconhecimento dos direitos nacionais do povo palestiniano.

O PCP considera inaceitável a posição do governo português de fuga à reprovação da continuada agressão israelita e insiste na imperiosa necessidade de uma clara e inequívoca condenação por Portugal das posições ilegais e criminosas do Estado de Israel.

Apelando aos trabalhadores, aos jovens e à população em geral para que se mobilizem em torno da exigência do fim imediato da agressão israelita, o PCP expressa o seu apoio à concentração convocada por várias organizações para o dia 8 de Janeiro, pelas 18.00 horas, frente à Embaixada de Israel.

Retirado de www.pcp.pt

Já está à venda o meu livro “Fascismo e Estado Novo: uma aproximação ao tema”. Ao longo dos próximos dias colocaremos vários pequenos trechos da obra. O livro pode ser adquirido aqui, na editora Apenas Livros.

Excerto da introdução

O nosso propósito central – e que funciona como hipótese de trabalho – passa por dar conta de vectores que chamem a atenção para as propriedades nucleares e constitutivas do(s) fascismo(s) e de que modo elas se encontram presentes na matriz social, política e económica do Estado Novo. Daí que os enunciados avançados coloquem ênfase na crítica às concepções taxonomistas que apenas ou mais agudamente privilegiam: a) a forma das instituições ou as manifestações específicas do processo histórico, em detrimento da sua substância; b) a dimensão institucional, descartando a sua articulação com uma variável pertinente nas Ciências Sociais: a classe social; c) o lado facial e aparente da relação Estado/partido com as massas e menos com o que subjaz a esse triângulo: a dominação política e simbólico-ideológica de classe; d) a personalidade conservadora e taciturna de Salazar, em prejuízo do papel político, e não meramente carismático e de tribuno, do líder no Estado fascista. Em resumo, se o Estado Novo teve, inegavelmente, particularidades próprias bem presentes ao longo da sua existência, importa reconhecer o essencial: o carácter católico-conservador do regime, a sua menor dimensão de massas e o carácter repressivo (e repressor) quantitativamente inferior (em termos absolutos) que acalentou relativamente aos dois casos mais canónicos de autoritarismo fascista na Europa do século XX (a Itália de Mussolini e a Alemanha de Hitler) correspondem, denodadamente, a diferenças de grau mas não de natureza.

Replicação de um comentário meu no blog “Anónimo século xxi” do Camarada Sérgio Ribeiro, a propósito da pretensa primazia dos rascunhos e dos manuscritos não publicados em vida de Marx para o pensamento marxista na actualidade.

«A questão de uma pretensa primazia dada aos Grundrisse não é de hoje. No estrangeiro, gente tão horripilante como o André Gorz ou o ainda pior Negri sustentam a sua análise da evolução do capitalismo a partir de uma leitura (transviada) de uma famosa passagem dos Grundrisse. Há, de facto, uma passagem de meia dúzia de páginas nos Grundrisse que fala, em termos gerais, do papel do conhecimento na determinação da vida económica e social. É aqui, pelo menos que eu saiba, que surge pela primeira vez a questão do “intelecto geral” expandido a toda a sociedade.

A análise do Marx nessa passagem, apesar de nunca citar nada relativo ao socialismo nem à luta de classes, trata da evolução do conceito de capital em termos estritos. Ou seja, ele não analisa o conceito do capital em conexão com outras categorias essenciais na sua teoria – revolução socialista, luta de classes, etc. No fundo, ali o Marx fala da produção de riqueza em termos da sua futura expansão a toda a sociedade. Não integrando outros conceitos centrais da sua análise, mas ficando-se apenas pela categoria de capital, poderia dar a entender duas noções que foram deturpadas pelos Negris deste mundo. 1) o capitalismo veria as suas relações sociais corroer-se por si mesmas; 2) a produção do intelecto geral e dinamizado pelos trabalhadores a um nível global e sem controlo do poder económico capitalista já estaria a ocorrer dentro do capitalismo. Esta é uma tese muito presente em muito pretenso marxista e que tende a querer aplicar mecanicamente o modelo de transição do feudalismo para o capitalismo para o caso da transição do capitalismo para o socialismo. Se tal fosse verdade, dizem Negri, Gorz, ou o idiota português do Penim Redondo (um vaidoso que acha que só ele tem razão nestas matérias) o capitalismo assiste já hoje à penetração de relações de produção socialistas no seio do capitalismo. Assim, em termos políticos bastaria esperar que essas pretensas relações sociais socialistas assentes na produção de conhecimento (como se um programador de conteúdos informáticos avançados da Microsoft não fosse um trabalhador assalariado…) florescessem e o capitalismo cairia. Fácil não? Assim se retira a perspectiva revolucionária e a iniciativa popular do horizonte.

Para voltar aos Grundrisse. Não há ali qualquer tipo de reformismo ou de utopismo por parte do Marx. Ele ali quis apenas perceber a conexão lógica interna da categoria de capital e como a produção de riqueza e de conhecimento varia ao longo do tempo. Ele elaborou essa passagem num elevado nível de abstracção teórica. O seu propósito era claramente o de afinar o conceito para depois o respaldar numa totalidade mais vasta de conceitos. Aliás, se a concepção de evolução social do Marx fosse a da leitura transviada que fazem da passagem dos Grundrisse, de certeza absoluta que não se encontraria em pleno Capital (1ºlivro) a tese de que a passagem para o socialismo necessitava da expropriação dos expropriadores, ou seja, a tomada revolucionária do poder de Estado, a subsequente transformação das estruturas sociais, económicas e políticas no interesse da classe trabalhadora, o papel activo dos trabalhadores na luta por uma nova sociedade.

Portanto, aquela passagem dos Grundrisse é confortável para todo o tipo de reformistas pois afasta-lhes do horizonte a central tese marxiana da expropriação dos expropriadores.

Por outro lado, parece-me que os Grundrisse são muito importantes em termos da compreensão da dinâmica económica do capitalismo. Contudo, é um conjunto de manuscritos nunca revistos e que são, na verdade, materiais preparatórios para O Capital. Ao mesmo tempo, a leitura dos Grundrisse deve ser sempre contextualizada no cenário que acabei de referir.»

http://video.google.com/videoplay?docid=5137723734380953069&hl=en

Carreguem no link acima e vejam uma grande entrevista do meu Camarada e Amigo Miguel Urbano Rodrigues sobre a situação actual. A não perder!

É preciso ser-se um grande filho da p… para fazer parte da raça dos filhos da p… É só para cavacos de madeira podre…

Retirado do Público:

«As propostas da União Geral dos Trabalhadores (UGT), apresentadas no quadro da primeira ronda de revisão da legislação laboral sobre a flexibilidade do trabalho nas empresas, não repudiam as propostas do Governo.

No documento de nove páginas, entregue aos parceiros sociais, não se lê a palavra “inaceitável” ou alguma manifestação clara de rejeição.»

Que gandas defensores dos trabalhadores estes amarelos! P… que os pariu!

«Aprendi mais sobre a sociedade burguesa, o capitalismo, etc.,

lendo as novelas de Balzac que com o conjunto de historiadores,

economistas e outros investigadores da sua época»

Engels

 

À noite o nosso amor incandescente afaga os nossos corações sedentos um do outro. De manhã acordamos com a ternura em estado puro, com a memória da noite maravilhosa que passamos. Mas uma memória que não ficou lá atrás mas projecta-se todos os dias como uma construção para a vida. Para a nossa vida, o nosso amor para a vida.

Eu vou seguir a luz dos faróis

que me lembram os teus olhos

Vais ver que eles podem-me ajudar a ver

Ana Carolina

Doar sorrisos à potência das pernas

de tão pássaro que o mundo,

selva e multicor

Encantado de alturas

perecerá de feitiços.

Compreender intervalos e dormir…

Cumprir desejos de anjos

Salpicar margaridas em aflições

Dilacerar angústias em pontas de dedos

e retornar à planta.

Que impacientes.

Whisner Fraga

Rebelião

Como um vago murmúrio,

mansa a princípio, ela ecoa,

depois é um grito bravio

que pela noite reboa,

que para a noite se eleva

num pavoroso transporte,

como um soluço de treva,

como um frémito de morte.

Ah! nesse grito funesto,

nesse rugido, palpita

um rancoroso protesto.

É o povo, a plebe maldita

que, sombria, ameaçadora,

nas vascas do sofrimento,

mistura aos uivos do vento

a grande voz vingadora.

E quando comece a luta,

quando explodir a tormenta,

a sociedade corrupta,

execrável e violenta,

iníqua, vil, criminosa,

há-de cair aos pedaços

há-de voar em estilhaços

numa ruína espantosa.

Ricardo Gonçalves (1883-1916)

“Salazar pôs isto na ordem e agora já não sabemos fazer a democracia outra vez. Estamos estrangulados. Mais: se não é a UE, há muitos anos que não vivíamos em democracia. (…) O país prosperou sempre mais com regimes de autoridade.”
Pedro Arroja, “Visão”, 27-12-2007

Assim se vê como estes democratas de merda mais não querem um povo para amordaçar, um povo para calar, um povo para trabalhar para eles. Para eles só posso desejar que 2008 traga ainda mais lutas populares e de massas, para que o povo mostre ser um sujeito da história de corpo inteiro.

In blog Cravo de Abril

O «caso Luísa Mesquita» tem vindo a ser um dos pratos fortes dos diligentes média dominantes.
Páginas e páginas de jornais e revistas, horas e horas de televisões e rádios, mostraram-nos, durante meses, a imagem angélica da vítima – a pobre e injustiçada Luísa – e o rosto horrendo e fero do algoz – o tenebroso e nunca por demais execrado PCP.

Já assim havia sido com todos os que antecederam Luísa Mesquita neste doloroso roteiro de sofredores – e que, hoje, pobres deles!, são ministros, secretários de Estado, administradores de empresas – e assim será com os que, porventura, lhes vierem a seguir as pisadas.

Felizmente para a democracia, parece que este «caso» está em vias de solução: «a ex-deputada do PCP passou a ser deputada inscrita, vai integrar novamente a Comissão de Educação e terá direito a um verba anual de 28. 210 euros para despesas de funcionamento» – isto, para além dos mais de 4. 000 euros mensais de salário e das respectivas ajudas de custo, entenda-se.

Sendo caso para dizer que isto de ser vítima até nem é nada mau, vale a pena registar, também, que esta vítima não é nada tola. Bem pelo contrário.
Como dizia Voltaire, «fazer batota ao jogo e não ganhar, só de um tolo!».

Hope of the States, uma banda de rock alternativo e comprometida politicamente. Aqui fica o tema “Sing it out” do álbum Left.

Inúmeras vezes amigos, familiares e colegas interpelam-me sobre determinadas incompetências da funcionária da secretaria da faculdade, do porteiro da discoteca, do empregado de mesa, da cozinheira de um restaurante que deixa cair um cabelo à sopa. Afirma-se extemporaneamente que a incompetência não tem classe e que tal fenómeno derivaria única e exclusivamente dos indivíduos e suas acções singulares. Evidentemente, não contesto o plano da acção individual de cada um. Todavia, ela é mais um efeito do que uma causa. Por outro lado, a questão da defesa dos trabalhadores por parte dos comunistas não parte de um facto estritamente moral. Não vou entrar nas discussões sobre quem é, em termos genéricos, mais irrepreensível do ponto de vista da conduta moral. (De um ponto de vista muito pessoal, não tenho a menor dúvida que a gente do povo é um milhão de vezes mais solidária, mais digna e mais recta que a esmagadora maioria dos burgueses (pequenos e grandes). Sei-o por experiência própria. Porém, uma opinião pessoal vale o que vale e por isso não vou entrar por este caminho dos rankings da respeitabilidade moral.) O que importa aqui é que a tomada de posição em favor da classe trabalhadora por parte dos comunistas parte da análise de leis históricas e sociais e que, em anexo, inclui a vertente moral. É porque a classe trabalhadora está no centro das relações sociais de exploração e dominação da sociedade capitalista e que, por isso mesmo, tem a possibilidade histórica de superar essas mesmas relações sociais, que os comunistas tomam partido pelos trabalhadores. Este é o ponto de partida mais geral mas que não dispensa o facto de analisar a tendência histórica de que sempre que a classe trabalhadora conduz processos políticos de recorte democrático e socialista é inevitável o surgimento de formas de organização social onde a solidariedade pauta os comportamentos da grande maioria dos trabalhadores e do povo. Este é, naturalmente, um assunto que mereceria um maior desenvolvimento mas fica aqui uma achega muito breve e sintética para reflexão.

O blog retomará a actividade normal no próximo fim-de-semana. Até lá boa semana e continuem a passar por aqui. :)

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«A questão mais importante de qualquer revolução é sem dúvida a questão do poder de Estado. Nas mãos de que classe está o poder, isto é que decide tudo»

Lenine, Uma das questões fundamentais da revolução

A Dança, Matisse

«Gosto muito de quadros. A pintura é quase o homem natural, pois desde que a desonra trafica com o carácter do homem, este é apenas exterioridades. Estas figuras desenhadas são o que mostram ser».
William Shakespeare, Timão de Atenas

Início de mais uma aventura ou a continuação da aventura em mais um registo!

Tentarei escrever o mais regularmente possível e com textos breves.

Em http://joaovalenteaguiar.googlepages.com continuarei com a publicação de textos e ensaios mais extensos. Aqui no blog privilegiarei textos breves e relacionados com a actualidade.