O PCP afirma e confirma a sua independência (a sua independência de classe e a sua soberania de decisões), não cedendo à pressão e à chantagem política e ideológica da burguesia e seus agentes.

E, assim, o Partido afirma e confirma a sua independência orientando-se pelo marxismo-leninismo.

Um partido comunista que abandone o marxismo-leninismo mostra com esse mesmo facto que, de fora ou de dentro, sofreu a pressão ideológica da burguesia.

O PCP afirma e confirma a sua independência mantendo firmemente as suas posições na base do internacionalismo proletário.

Pretender substituir a noção do internacionalismo proletário – resultante da identidade de interesses da classe operária de todos os países – por um “novo internacionalismo”, abrangendo forças operárias e forças burguesas e pequeno-burguesas; pretender “superar” um sistema de relações privilegiadas com outros partidos comunistas - estabelecendo, no mesmo pé ou prioridade, relações com partidos sociais-democratas – representam graves cedências à pressão ideológica da burguesia.

O PCP afirma e confirma a sua independência não limitando os seus objectivos aos objectivos da burguesia liberal, antes prosseguindo a luta por transformações profundas da sociedade.

O PCP afirma e confirma a sua independência adoptando os princípios orgânicos que garantam a mais profunda democracia interna  e uma sólida e inabalável unidade.

Substituir os princípios orgânicos do Partido pelos métodos de funcionamento eleitoralista, autoritário e corrupto dos partidos burgueses seria também uma grave capitulação da sua independência.

Para ser de facto a vanguarda da classe operária capaz de conduzi-la à luta e à vitória, condições fundamentais são a força organizada e a unidade do Partido. Os princípios orgânicos do Partido constituem também uma decisão independente e uma manifestação de independência.

O próprio facto de existir, como partido operário, como partido marxista-leninista, é a maior prova da independência do Partido.