A unidade da Direcção não significa nem pode significar um entendimento incaracterístico e amorfo entre os dirigentes, um acomodamento à unanimidade sem reflexão, a criação de sentimentos de “grupo” ou “clã” dirigente e inamovível.
A unidade da Direcção não significa nem deve significar que não haja diferenças de opinião quando se aborda um problema, que não haja debate, que não haja discussão. Mas significa que a Direcção chega a uma conclusão final, a uma decisão colectiva, por unanimidade, consenso, ou maioria, e que é essa decisão, e não as opiniões individuais dos seus membros, que a Direcção leva a todo o Partido.
Nos organismos de direcção do PCP, assim como em quaisquer outros organismos, os militantes têm inteira liberdade para defenderem os seus pontos de vista e é bom que os defendam. Não têm liberdade para, fora do Partido, defenderem as suas opiniões pessoais, se porventura são discordantes da orientação e das decisões tomadas.
Junho 24, 2008 at 9:49 am
Intervenção de Álvaro Cunhal no seu julgamento no Tribunal Plenário, de 2 a 9 de Maio de 1950:
“Porque os comunistas sabem que a Direcção do PCP continua no seu posto, porque sabem que o Partido Comunista conta com dirigentes capazes, experimentados e com essa suprema virtude que é a dedicação ilimitada ao nosso povo e à nossa Pátria.”