Hoje, para um comunista, ser disciplinado é uma actuação comum, normal, habitual e natural – expressão da própria consciência e da própria vontade. Quem actua e procede no quadro da disciplina do Partido não tem necessidade de pensar que está a ser disciplinado. Não se repara que alguém é disciplinado. Só se repara quando não o é.

O hábito da disciplina, possibilitado pela realidade da vida do Partido, resulta da educação e da experiência. É por vezes difícil e demorado de adquirir mas, uma vez adquirido, é difícil perdê-lo. De tal forma que, para aqueles que se habituam a uma actuação e a uma vida disciplinada, o difícil não é ser disciplinado mas deixar de sê-lo. Não tanto porque o Partido lhes peça contas mas porque não se sentiriam bem consigo próprios.

A consciência revolucionária, que determina a integração voluntária na disciplina do Partido, pode assumir (em termos simplificados) dois graus ou níveis que correspondem de certa forma a dois graus ou níveis de desenvolvimento do próprio Partido.

Pode a consciência revolucionária que determina a actuação disciplinada ter como traço fundamental a compreensão da necessidade da eficiência, da operatividade e da unidade da acção de todas as organizações e militantes.

E pode a consciência revolucionária que determina a actuação disciplinada ter como traço fundamental a real integração na orientação do Partido e na justeza das tarefas postas.

É legítimo, em certas fases da vida do Partido e em certas situações decisivas, exigir-se pelo menos o primeiro nível. Mas o objectivo do desenvolvimento do Partido deve visar atingir-se o segundo. Na vida actual do nosso Partido, este segundo nível foi no fundamental atingido.