Hoje, para um comunista, ser disciplinado é uma actuação comum, normal, habitual e natural – expressão da própria consciência e da própria vontade. Quem actua e procede no quadro da disciplina do Partido não tem necessidade de pensar que está a ser disciplinado. Não se repara que alguém é disciplinado. Só se repara quando não o é.
O hábito da disciplina, possibilitado pela realidade da vida do Partido, resulta da educação e da experiência. É por vezes difícil e demorado de adquirir mas, uma vez adquirido, é difícil perdê-lo. De tal forma que, para aqueles que se habituam a uma actuação e a uma vida disciplinada, o difícil não é ser disciplinado mas deixar de sê-lo. Não tanto porque o Partido lhes peça contas mas porque não se sentiriam bem consigo próprios.
A consciência revolucionária, que determina a integração voluntária na disciplina do Partido, pode assumir (em termos simplificados) dois graus ou níveis que correspondem de certa forma a dois graus ou níveis de desenvolvimento do próprio Partido.
Pode a consciência revolucionária que determina a actuação disciplinada ter como traço fundamental a compreensão da necessidade da eficiência, da operatividade e da unidade da acção de todas as organizações e militantes.
E pode a consciência revolucionária que determina a actuação disciplinada ter como traço fundamental a real integração na orientação do Partido e na justeza das tarefas postas.
É legítimo, em certas fases da vida do Partido e em certas situações decisivas, exigir-se pelo menos o primeiro nível. Mas o objectivo do desenvolvimento do Partido deve visar atingir-se o segundo. Na vida actual do nosso Partido, este segundo nível foi no fundamental atingido.
Junho 17, 2008 at 2:56 pm
Intervenção de Álvaro Cunhal no julgamento no Tribunal Plenário, de 2 a 9 de Maio de 1950:
“De facto, na PIDE foram-me feitas variadas perguntas relacionadas com a minha actividade política.
A todas elas me recusei a responder com o fundamento – que mantenho – de que um membro do Partido Comunista Português (…) não tem quaisquer declarações a fazer à polícia política.”
Junho 17, 2008 at 7:15 pm
Alfa,
Obrigado pelos teus sempre pertinentes comentários
Abraço
Junho 17, 2008 at 10:27 pm
Força camarada
Junho 17, 2008 at 11:21 pm
para que tudo se torne mais fácil, é fundamental que assim seja assimilado!
abraço
Junho 19, 2008 at 9:52 am
Mar Arável e José Manangão,
Um abraço