A comunidade de ideal, a identidade de objectivo, a raiz de classe, a luta comum e as provas que ela exige, a vida democrática do Partido, o trabalho colectivo, a participação em realizações que implicam organização e coordenação de esforços – todos estes e outros múltiplos factores são incompatíveis com o isolamento do indivíduo e com as condutas egoístas e desenvolvem nos militantes o hábito de ajuda recíproca e os sentimentos de amizade e fraternidade.
O normal nas relações entre comunistas é a amizade isenta, profunda e duradoura, a prontidão para correr em ajuda dos camaradas, a facilidade no compartilhar de esforços, de privações e de dificuldades, a fraternidade no sentido mais elevado da palavra.
Irmãos no combate nos consideramos e como irmãos de combate nos vemos, nos conhecemos, nos respeitamos e nos estimamos.
A fraternidade e a ajuda recíproca dos comunistas é um elemento importante da sua força e da sua unidade e uma fonte inspiradora na ligação com as massas populares.
É uma expressão simples, directa e convincente do espírito humanista que anima e inspira a causa do comunismo.
Junho 17, 2008 at 2:45 pm
Intervenção de Álvaro Cunhal no julgamento no Tribunal Plenário, de 2 a 9 de Maio de 1950:
“Sim. Quero começar por referir neste tribunal que, desde a minha prisão em 25 de Março de 1949, há, portanto, mais de um ano, me encontro ilegalmente submetido a um regime de rigoroso isolamento. (…) Não há qualquer exagero em dizer que esse regime é uma nova forma de tortura. Uns resistem a ela, outros, como esse grande patriota que foi Militão Ribeiro, perdem nela a vida (…).”