É desejável que o militante comunista, incluindo naturalmente os dirigentes, procurem afastar-se o menos possível da vida comum dos seus concidadãos e em particular da vida dos trabalhadores.
Evitar grandes diferenças entre o nível de vida dos militantes, em particular dos dirigentes, e o das massas da população. Manter sempre o contacto directo com o povo, não apenas na acção revolucionária mas na vida de todos os dias e em todos os aspectos em que isso seja compatível com a intensa actividade política. Procurar a simplicidade e a modéstia na organização da vida, no trato e nas relações pessoais. Não viver e conviver apenas com camaradas que desempenham tarefas próximas e compartilhem de ideias e sentimentos idênticos, criando um convívio à parte, estanque, de estrato, de casta, de elite, antes procurar e sentir verdadeiro gosto de falar com gente simples, mesmo não politizada. Confraternizar sem saliências nem destaques.
No nosso Partido não encontram terreno favorável dirigentes que se habituem a ver as massas apenas da tribuna. Nem outros que criem o hábito e o gosto, quando não a “técnica” e a “prática”, de estarem sempre no centro das atenções.
É particularmente importante, como característica do relacionamento dos membros do PCP, quaisquer que sejam as suas responsabilidades, a relação horizontal nos dois sentidos, relação em que o respeito e o apreço são recíprocos e em que os militantes se sentem naturalmente iguais no dever de ouvir e no direito de ser ouvido.
Junho 14, 2008 at 9:25 pm
Este texto está de uma riqueza cultural e de um humanismo, sem limites!
Penso até que deveria ser escrito em letras garrafais e emoldurado, para poder ser lido todos os dias, já que o livro é lido e arrumado, não é o meu caso que me sirvo dele como livro de consulta.
Abrço